“mãe!” (mother, 2017) | Crítica

São exatamente 2:39 da madrugada e cá estou eu tentando encontrar palavras para expressar o que sinto em relação ao novo trabalho de Darren Aronofsky, MÃE!. Na verdade, a dificuldade não é bem encontrar as palavras, e sim organiza-las sem correr o risco de soltar spoilers do filme, o que poderia estragar e muito a experiência de quem ainda não o viu. Portanto, decidi recorrer a velha e segura tática de dividir o texto em duas partes – uma livre de spoilers para aqueles que querem saber do que se trata o filme e quais são os elementos técnicos e narrativos desse longa, e uma outra parte com spoilers liberados, onde darei minha leitura e meu entendimento do filme. Aviso dado, vamos falar do filme.

PARTE 1

MÃE! conta a história de uma jovem restauradora (Jennifer Lawrence) que se casa com um poeta mais velho com bloqueio criativo  (Javier Bardem) e juntos vão morar numa casa isolada onde começam a receber visitas de desconhecidos que testam a harmonia do casal. Sim, temos uma sinopse bem simples, e de certa forma até desinteressante, porém, MÃE! não construído em cima da história de superfície, e sim em suas camadas cheias de simbolismos.

Vamos começar pelo fato de os personagens não terem nomes, o que já dá a dica de que eles não representam eles próprios e sim, são representações de algo maior. Mas vamos deixar para falar das representações na segunda parte do texto e atentemo-nos a história de superfície do filme, que começa com o casal recebendo a inoportuna visita de um homem estranho (Ed Harris) que se diz fã do trabalho do poeta e passa a se hospedar na casa que está sob cuidados reparatórios da jovem restauradora. No dia seguinte surge outra visita, da esposa do homem estranho (Michelle Pfeiffer) que passa a questionar as decisão tomadas pela jovem na casa, como por exemplo a opção de não terem filhos. A partir dai, Darren Aronofsky mergulha o público numa série de eventos bizarros e perturbadores que vão desafiar a paciência, não só de quem está assistindo ao filme mas principalmente da personagem da jovem restauradora.

O filme é todo focado em Jennifer Lawrence, que carrega o filme nas costas. Na verdade ela carrega no rosto, por que as lentes de Darren estão complemente obcecadas pelo rosto da personagem. Poucos são os momentos em que a câmera dá um espaço para a ela,  transferindo toda a sua angustia para o público. A escolha da atriz se faz acertada uma vez que ela consegue com expressões faciais, tom de voz e postura corporal transmitir uma certa inocência mesclada com pureza e desconforto. Quando o filme exige dela uma interpretação explosiva e aterrorizante, a atriz se porta bem. Já Javier Bardem, o poeta, é mais sucinto na sua atuação de um homem frio, passivo e misterioso. Sua atuação é linear e há poucos momentos que exigem dele uma elevada carga dramática, algo que acontece também com Ed Harris que cumpre seu papel sem muito destaque. Já Michelle Pfeiffer está incrível com uma mulher misteriosa, provocadora e desconsertante. Sua presença na casa é incomoda e sua interação com Ed Harris é hilária, bizarra e assustadora ao mesmo tempo.

Alias, é preciso dizer que esse sem dúvidas é o filme mais bem humorado do diretor, ainda que seja um terror psicológico com cenas bem perturbadoras. Seu primeiro ato é leve, com bastante humor à la sitcom mas aos poucos as situações que antes arrancavam risadas, começam a arrancar suspiros e causar desconforto no segundo ato, culminando em um aterrorizante terceiro ato. Esses momentos entre o primeiro e segundo ato pode gerar duas situações no público:  1) de apreensão e engajamento por não entendermos onde Aronofsky vai nos levar com aquelas situações surreais, ou 2) de uma certa frustração por já termos entendido onde aquilo tudo vai levar antes mesmo do terceiro ato. Em ambos os casos, a experiência de assistir ao que está sendo mostrado em tela é perturbador.

A alegoria crítica a forma como lidamos com figuras icônicas, com nossa obsessão pelo sagrado, pelo ídolo e pelo messiânico propõe discussões interessantes. Há inclusive uma novidade temática aqui, que é uma forte crítica ambiental, possivelmente influenciada pela formação do diretor como biólogo de campo pela The School for Field Studies no Quênia em 1985.  Todavia, um filme do Darren Aronofsky não pode faltar seu tema onipresente – a obsessão. Mas se o tema obsessão, que acompanha Darren desde sempre está presente, dois elementos que sempre o acompanhou ficaram discretos aqui. A trilha sonora  impactante e a cinematografia exuberante. A ausência de habitual compositor Clint Mansell se faz justa pois o filme não exige muita trilha. É um trabalho de criar ambientação, mesclando a trilha com sons oriundos da casa, como o ranger do assoalho desgastado, o som de portas abrindo e fechando, passos no piso, goteiras e assim por diante. Na atualidade ninguém melhor do que Jóhann Jóhannsson, que recentemente trabalhou em A CHEGADA de Dennis Villeneuve, para criar essa ambientação discreta. Quanto a cinematografia de Matthew Libatique, a escolha de filmar em super closes, limita um pouco os tradicionais enquadramentos que Darren e Matthew vinham apresentando nos filmes anteriores. MÃE! é um filme escuro, de certa forma até propositalmente feio visualmente, mas para a proposta de retratar um casa em deterioração funciona bem.

Cinematografia de MÃE! é escura e suja, mas retrata bem a deterioração da casa.

A equação para você, ilustre leitor e leitora, entender do que se trata MÃE! é a seguinte: Pegue  a psiquê de CISNE NEGRO (2012) some com  o didatismo de NOÉ (2015) subtraia pelo score de Clint Mansell e multiplique pelo talento de Jennifer Lawrence. O resultado é um filme interessantemente perturbador e de discurso potente, porém, que subestima em certos momentos a capacidade de seu público. Levando em consideração seus últimos três filmes, parece ser uma tendência atual do diretor.


PARTE 2

A partir daqui teremos spoilers do filme! Então leia por sua conta e risco.

MÃE! em um dos raros momentos de plano-aberto e boa iluminação.

Quando eu disse acima que podemos dizer que MÃE! tem elementos de NOÉ, não é só pelo didatismo e sim pela temática e pela fonte de inspiração para o roteiro – a Bíblia.

Darren sempre flertou muito com a temática religiosa. Fez isso em PI (1998), em A FONTE DA VIDA (2000), em NOÉ (2015) e repete em MÃE! (2017). A forma alegórica com que Darren dispõe seus personagens deixa bem claro que o filme é um resumo de Gênesis à Apocalipse. Comecemos pelo personagem de Javier Bardem. Ele é ELE! Sim, ELE em caixa alta, como mostra os próprios créditos do filme. Esse ELE representa DEUS, ou o Criador, como Darren o chama em NOÉ. ELE é o criador da casa, que como é dito no próprio filme, representa o Paraíso, também conhecido como Jardim do Éden (Gênesis 2:15). Ali, ELE designa a personagem de Jennifer Lawrence para fazer daquela casa um verdadeiro Paraíso. Essa personagem é a MOTHER (novamente os créditos entregam). Essa MÃE provavelmente seja a Mãe-Natureza, responsável pela restauração da Terra (Gênesis 1:20-25). A partir daqui fica fácil entendermos o restante do filme e suas representações.

ELE convida um casal para se hospedarem na casa. Primeiro o HOMEM (Ed Harris) e depois a MULHER (Michelle Pfiffer), que obviamente representam Adão e Eva (Gênesis 2:22). Ambos ficam encantados pelo criador e sua criação, mas logo desobedecem a ordem de não entrar no quarto onde encontra-se um cristal valioso, numa clara referência ao fruto proibido (Gênesis 2:17). Ele acabam quebrando objeto e logo são expulsos da casa pela MÃE. Depois aparecem na casa que começa a apresentar vários defeitos, os dois filhos do casal. Agora ficou fácil né? Caim e Abel. Assim como na história bíblica, Caim se envolve numa briga com Abel e acaba matando-o com um golpe fatal (Gênesis 4: 2-5).

Com toda essa comoção, ELE resolve reatar seus laços com a MÃE o que gera um filho, representando JESUS (Mateus 1: 18-25). Com o nascimento de seu filho, ELE volta a ter inspiração para escrever, e assim publica seu novo poema, uma clara referência ao NOVO TESTAMENTO. Esse novo texto atrai centenas de pessoas que vão até a casa para terem contato com seu ídolo. Mas essas pessoas começam a agir de forma invasiva e começam a destruir a casa mesmo com a MÃE implorando que parem de fazer isso. Uma clara crítica a intervenção humana na natureza e a consequente destruição dela.

Após o nascimento do filho, ELE apresenta-o a humanidade que no fervor da idolatria e da confusão que isso lhes causara, acabam matando o bebê numa das cenas mais perturbadores do filme (Lucas 23: 1-46). Ele pede que a MÃE tenha compaixão do povo, pois eles estão sofrendo com a perda do bebê, mas a MÃE não se conforma e se volta contra todos, inclusive ELE, incendiando a casa e destruindo à todos, inclusive a si própria (Apocalipse 11:16-18).

Nesse momento ELE explica para a MÃE quem ele realmente é e qual era o seu plano. Então a MÃE entrega seu coração no momento de sua morte (vide o poster do filme que já entrega o final, portanto não conte isso a ninguém que não tenha visto o filme ainda) que é utilizado para restaurar a Terra (casa) e começar a história novamente (Apocalipse 21:5).

Nesse momento Darren consegue recontar toda a história da humanidade segundo a Bíblia num filme de 120 minutos de duração. MÃE! não é um filme de fácil digestão. Sua narrativa provocativa e seu final excessivamente explícito e didático pode desagradar a muitos, mas a verdade é que Darren se mostra mais uma vez um diretor consciente de seu talento e criatividade, capaz de criar histórias que não se limitam à sua superfície.

 

 



Apaixonado por música tanto quanto por cinema, comecei a minha cinefilia com minha mãe indo ao cinema para ver os filmes dos Trapalhões e do Jean-Claude Van Damme. A paixão veio forte quando assisti a Jurassic Park, com toda aquela esplendor visual mesclado com a trilha de Johh Williams. Hoje com a ajuda do Spotify detenho uma playlist com todas as trilhas sonoras que me marcaram e me fazem amar o cinema cada dia mais. Minha trilha preferida? Do filme Uma Lição de Amor de 2011.


'“mãe!” (mother, 2017) | Crítica' have 204 comments

  1. 22 de setembro de 2017 @ 12:08 Leonardo

    Tive a mesma percepção que você, Fernando! Você conseguiu detalhar muito bem as referências bíblicas, parabéns!

    Ainda existe uma referência bem sutil no filme, quando o suposto Adão interpretado por Ed Harris está vomitando no banheiro, ELE (Javier Bardem) esconde um ferimento em suas costas. É uma clara referência a retirada de uma costela para a criação da mulher, que aparece logo em sequência.

    Um Abraço

    Reply

    • 22 de setembro de 2017 @ 19:06 Fernando Machado

      Me falaram dessa referência mas confesso que não peguei ela. Alguma teoria sobre o líquido amarelo que a Mãe toma? Até agora não saquei o que é.

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      • 24 de setembro de 2017 @ 20:37 Sidney

        O Líquido Amarelo é exatamente o Sol. A cada temor ou danos causado a ela recorria aos dois ingredientes necessários para atenuar a sua dor (analgésico). Água mais a Luz do sol. Uma forçação química chamado fotossíntese.

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        • 25 de setembro de 2017 @ 11:45 Fernando Machado

          Obrigado Sidney,

          Por interações como essa que gosto de escrever críticas. Faz todo o sentido, afinal a coisa degringola depois que ela para de tomar esse elixir natural. Podemos até fazer uma leitura de viés ambiental com a poluição dessa água além dos efeitos da poluição na nossa atmosfera.

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          • 17 de outubro de 2017 @ 15:50 Mônica Oliveira

            Eu agradeço imensamente!

          • 3 de Janeiro de 2018 @ 04:19 Emily

            Sobre o pó amarelo, creio que de fato represente o sol, por que ela joga fora o elixir depois que engravida?
            Significa a substituição da adoração ao Deus Sol pela adoração a Jesus Cristo

        • 26 de setembro de 2017 @ 16:28 Alessandra

          Minha teoria sobre o liquido amarela é a de que se trata de uma alusão aos anticoncepcionais. Percebam que quando ela decide parar de toma-lo, fica gravida na sequencia.
          Abraço!

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          • 28 de setembro de 2017 @ 21:26 Maitê

            Ela para de tomar na manhã que ‘descobre (sente)’ que tá grávida…não foi antes não, logo, acho que a teoria do sol e água é mais condizente 😉

          • 10 de outubro de 2017 @ 03:06 Ellie

            Não foi antes de engravidar, ela parou de tomar quando percebeu que estava grávida.

          • 17 de dezembro de 2017 @ 05:38 Tatiane Duarte

            Na verdade, ela pára de tomar o líquido amarelo na manhã que diz estar grávida.

          • 7 de Janeiro de 2018 @ 04:02 EHSUIAHEUASH

            EHASUEPAUEGHUAEASUEHAUEASEGASU

        • 27 de setembro de 2017 @ 00:23 Regina

          Não creio que seja o sol , mas alguma substância entorpecente que ela usa de forma frequente para aliviar o mal-estar. Penso em ópio- é retirado da natureza , e alivia o sofrimento dela. Quando se descobre grávida, ela põe a substância fora – pois ela entende que poderá fazer mal ao bebê.

          Reply

        • 30 de setembro de 2017 @ 14:16 Gabriel

          Bom, faz sentido ser o Sol até uma parte, mas isso não explica o pq dela parar de tomar, além disso, o próprio diretor diz que tal pó tem relação com a literatura da época vitoriana, mas ainda n sei ao certo oq significa.

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        • 1 de outubro de 2017 @ 13:02 Carol

          O diretor do filme deu uma entrevista, postada pelo Jovem Nerd, em que ele diz que o pó amarelo estaria associado à literatura Vitoriana! E n quis dizer mais nada hahaha
          Eu acho meio sem sentido ser o sol. Afinal, porque ela jogaria fora e pararia de tomar quando estivesse grávida? Seria a hora em que talvez ela tomasse mais vezes o remédio. E é uma abstração que a meu ver também não tem tanto nexo, porque o sol está presente em cena, ele ilumina o céu durante os dias, afinal também foi criado no Gênesis, a vegetação é verde no exterior e tudo…

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          • 1 de outubro de 2017 @ 13:11 Carol

            “Em diversos momentos do filme, vemos Jennifer Lawrence dissolvendo um pó amarelo em um copo de água e tomando. Aronofsky se recusa a responder o que exatamente a substância é, masconversando com o Jovem Nerd, ele revelou que o significado tem algo a ver com a literatura vitoriana. Charles Dickens pode ter a resposta.

            O autor usou a cor amarela para representar a decadência do modernismo — comparando isso com o filme, dá para pensar que o pó amarelo, que a princípio é visto como um remédio mas que depois é jogado fora quando a moça percebe que aquilo é mais maléfico do que ela imaginava, pode ser uma alegoria para representar o progresso — algo que é benéfico para a humanidade mas que acaba destruindo a natureza.

            Outras hipóteses levantam a ideia de que Aronofsky quis referenciar o conto O Papel de Parede Amarelo, de Charlotte Perkins Gilman. Na trama, uma mulher psicótica é confinada em um quarto e acaba ficando obcecada com um papel de parede amarelo.”
            Link da análise: https://jovemnerd.com.br/nerdnews/as-muitas-alegorias-de-mae-e-seus-significados/
            Link do vídeo: https://jovemnerd.com.br/nerdnews/mae-jovem-nerd-conversa-com-darren-aronofsky-sobre-as-metaforas-do-filme/

          • 2 de outubro de 2017 @ 11:23 Fernando Machado

            Muito interessante. Vou ver agora esse vídeo linkado

          • 9 de dezembro de 2017 @ 04:47 JJ

            Gente, prestem atenção, o que ela toma como remédio é só tinta amarela, é a mesma tinta usada para colorir a massa corrida no início, o mesmo tipo de frasco. O remédio não tem efeito prático, me parece apenas um placebo utilizado apenas como efeito psicológico, pelo que percebi o efeito é apenas pela cor amarela que pode significar prosperidade, vivacidade, alegria, ou seja, quando ela se vê aflita por estarem tumultuando a rotina de sua casa ela toma uma dose de alegria para acalmar o coração, quando o bebê está a caminho não tem mais a necessidade (psicológica) de se apoiar em “remédios”. Amarelo, alegoria, alegria.

        • 2 de outubro de 2017 @ 14:20 Maria Isabel

          Gente, tbm fiquei encafifada com esse líquido amarelo. Boa a sua interpretação, Sidney, a ideia casa, mas não faz sentido ela querer parar de tomá-lo, hein…

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        • 4 de outubro de 2017 @ 03:20 bianca

          mas e a hora q ela joga fora ??? como fica?

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        • 7 de dezembro de 2017 @ 09:39 wilian

          Bom dia Sidney ! Por que então ela jogou fora após está gravida ?

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      • 28 de setembro de 2017 @ 03:07 Karoline

        Li que o pó seria a esperança, pois ela tomava sempre que sentia dores, quando ela fica grávida para de tomar acreditando que o bebê seria a salvação

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      • 4 de outubro de 2017 @ 13:28 Carol

        Dizem que é referência a The Yellow Wallpaper, obra vitoriana sobre um marido que oprime e droga a esposa com depressão pós-parto, que acaba enlouquecendo e fica obcecada pelo papel de parede amarelo da casa onde está presa.

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      • 6 de outubro de 2017 @ 04:21 Ana

        Não seria fertilizante, o líquido amarelo?

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        • 9 de outubro de 2017 @ 13:44 OTAVIO PASSOS DE OLIVEIRA

          Tinha feito uma associação similar. Algo relacionado com desejo de engravidar. Já grávida, não precisa tomar mais. Lembrei até do líquido amniótico que protege o feto.

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      • 8 de outubro de 2017 @ 16:38 Viviane

        Nossa, eu adorei o filme. Sensacional!! Sobre o pó, eu enxerguei de outra forma. Todas as teorias que li não explica o fato dela passar o pó na massa da parede. Por isso eu vejo o pó com outra idéia, como a “graça divina”. Amarelo significa luz, que pode ser associado a ideia de divino. No início do filme, ela está pintando uma parede com uma cor neutra, para e olha ( com um ar de que falta algo). Então ela coloca o pó na mistura e passa na mesma parede e se afasta para olhar de novo (agora com um ar de satisfeita). Mostra que ela utilizou “graça” na criação. Ela colocou a “graça divina” nas coisas criadas por ela. A gente fala isso, que tudo que a natureza fez é perfeito e agraciado.
        Nos episódios que ela bebe o líquido, sempre em situação de caos, é como se ela buscasse um pouco de “graça”.
        Quando ela descobre que está grávida e joga o pó fora, passa a ideia que é porque ela foi agraciada (é assim que nos sentimos quando viramos mãe, divinamente agraciada). Gravidez é uma “graça”, por isso não precisava mais da mistura

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        • 18 de dezembro de 2017 @ 19:12 Fernanda

          Cheia de graça. Primeira coisa que o anjo fala pra Maria quando à encontra.

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        • 14 de Janeiro de 2018 @ 13:17 Marcus

          Boooaaaaa

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        • 28 de Janeiro de 2018 @ 23:07 Danivet

          Se for pensar bem depois do sexo com o marido ela acorda com uma luz forte na cara ( nem amarela) quase não consegue abrir os olhos … é nessa hora q ela diz estar grávida . Ela se vira e avisa da gravidez, e nessa hora o quarto e a casa estão claros ( todo o filme e escuro, essa é a única vez q I quarto está claro).
          Ela vai p o banheiro e joga fora o líquido… está grávida, foi agraciada , recebeu a luz q tanto procurava ( Jesus)
          Agora tudo lhe agrada, até o parto o banquete e apocalipse…terceiro ato

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        • 29 de Janeiro de 2018 @ 04:32 Talita

          A cor amarela tmb remete a fertilidade e aparece em outros momentos, como por exemplo nas velas da comemoração e seguindo sua linha de raciocínio mas a frente no caos algumas pessoas pintam a parede de amarelo vivo oq pode remeter ao fanatismo desmedido.

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      • 17 de Janeiro de 2018 @ 15:21 Flávia

        Eu estou assistindo o filme novamente e me veio a cabeça será que o porão com aquela fornalha não simboliza o inferno.
        Pois como vemos ela acaba com a casa do porão.

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      • 17 de Janeiro de 2018 @ 15:53 Flávia

        O porão para mim simboliza o inferno que na verdade Deus fez para o diabo e seus anjos quando houve o primeiro assassinado que veio de Caim ele foi aberto para a humanidade.
        Tem uma parte que me chamou a atenção quando o filho mata o outro a mãe pergunta porque ele fez isso e ele diz a culpa é sua. Como no episódio da fruta ou da pedra que foi destruída pela mulher.

        Reply

        • 17 de Janeiro de 2018 @ 15:55 Flávia

          Diz que a maldade entrou na humanidade com a fruta comida por Eva .

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    • 27 de setembro de 2017 @ 20:17 Felipe Gomes

      Comecei a sacar quando a Mãe tem o fillho, e ELE começa a trazer os presentes. Lembra os três reis magos!

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    • 12 de outubro de 2017 @ 20:38 Sara M. K.

      Que filme ruim! Pretensioso e óbvio o tempo todo, escrito de forma tão “na cara”, para que até mesmo o menos brilhante dos indivíduos possa retirar exatamente a mesma mensagem que todo o resto e se sentir brilhante por ter compreendido. Tecnicamente interessante, mas enfadonho de resto, parece que esse filme tenta ser cult (um paradoxo, eu sei, “fazer um filme cult”, mas é o que parece motivar o cineasta), apostando no proprio fracasso e contando com a admiração de estudantes de cinema para, a long prazo, trazer lucro e novas e melhores interpretações do que as que o cineasta tinha em mente.

      Reply

      • 7 de Janeiro de 2018 @ 01:04 Norival

        Põe ruim nisso. Perdi meu tempo.

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    • 21 de dezembro de 2017 @ 18:13 Junior Lenzi

      Existem várias referências. Como na primeira vez que ela expulsa todos da casa, na parte do velório. A casa fica toda inundada de água. Nem preciso falar de qual parte da história bíblica isso representa. Depois ela ainda fala em arrumar o “apocalipse”.

      Reply

    • 13 de Janeiro de 2018 @ 03:29 Jhenifer

      Vi o filme e realmente fiquei enojada.
      Ainda bem que não paguei pra assistir no cinema, pois tenho a certeza de que eu abandonaria a sala. O filme se torna desconexo, e deixa os dois primeiros estranhos, de lado após abandonarem a casa. Fiquei perdida assim como a própria personagem e depois confusa pois não entendi de onde veio tanta gente.
      A cena em que o filho dela é sacrificado é muito explícita, me deu agonia. Extrema covardia e muito nojo ao ver aquelas pessoas comendo pedaços do filho dela ( a humanidade estava tão triste pela morte da criança que até comeu os pedaços do bebê ).
      Sinceramente eu considerei esse filme bem ruim, e achei que o homem em questão, o marido dela fosse o próprio demônio, já que o sacrifício do bebê foi em um ritual aparentemente satânico.

      Reply

      • 25 de Janeiro de 2018 @ 10:52 Guilherme Blanco

        Filme muito ruim mesmo. Consegui assitir 1 hora de filme depois pulei para o final. Foi a melhor coisa que fiz. Kkkkkk

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  2. 24 de setembro de 2017 @ 23:42 Ana

    Vou ser sincera, vi o filme e não tinha entendido nada. Vim tentar entende-lo e vc esclareceu tudo. Realmente é uma obra para poucos!!! Obrigada!!!

    Reply

    • 25 de setembro de 2017 @ 11:41 Fernando Machado

      Eu que agradeço por você tirar tempo para ler esse texto enorme.

      Grande abraço

      Reply

    • 26 de setembro de 2017 @ 22:21 Luiza

      Exatamente o que pensei qd sai só cinema!

      Reply

    • 26 de setembro de 2017 @ 22:22 Luiza

      Exato!

      Reply

  3. 25 de setembro de 2017 @ 02:44 Renata Medeiros

    Acabei de sair do cinema.
    O filme acabou e a unica sensação que existia em mim era a certeza de que não era aquilo e eu não precisava entende-lo.
    Agora consegui seguir todos os passos de volta ao início e entender o que o diretor fez!
    Que crítica fantástica!
    Que filme louco e maravilhoso.
    Preciso ver de novo. Dessa vez com outros olhos.

    Reply

    • 25 de setembro de 2017 @ 11:40 Fernando Machado

      Obrigado Renato.

      É filme raro que precisa se visto, mesmo que ao final a pessoa deteste a obra. O mais legal desse tipo de produção é a provocação que ela proporciona ao público.

      Obrigado

      Reply

      • 1 de outubro de 2017 @ 21:47 Camila

        UAU! nunca imaginei tudo isso… obrigada!!! você me fez querer assistir o filme denovo!

        Reply

      • 4 de outubro de 2017 @ 13:01 Mag

        Também achei que a Editora dele faz referência à Judas. ELE confia nela para ler a obra antes mesmo da esposa, assim que ela chega à casa ela beija a esposa na boca, e depois, quando o negócio já tá pegando fogo quase literalmente, ela indica que a esposa é a inspiração e manda matá-la. Achei pesado e só entendi na segunda vez que assisti!!!

        Reply

  4. 25 de setembro de 2017 @ 05:32 John

    Filme razoável, anacrônico, com interpretação dúbia e realização sem as devidas proporções de lógica. Uma interpretação alternativa de conceitos bíblicos, levados a anarquia e com resultado sofrível. Uma heresia em relação aos escritos antigos, trazendo muita contradição, inadaptação, inadequação, desambientação e inconformidade, bem ao estilo em que se ressuscitam situações já vividas e com versão própria, como no reality “Faceoff”. Repleto de metáforas e simbolismos e com a dislexia do roteiro em seu ápice, não valeu pela magia, aliás, nenhuma empolgação e sim pela frustração adquirida, a confusão mental de seus idealizadores e a quantidade de retóricas bíblicas adaptadas bem ao estilo moderno hollywoodiano. Só faltou o real significado da proposta, tal qual “Jesus Christ Superstar”, mal elaborado, projetado, filmado e com gosto de “Nunca mais”, mas pelo menos tinha bons atores, alguns em decadência plena e esquecidos, outros em evidência, mas faz com que não se perca o ingresso por inteiro, pois valeu pela bela sala de cinema e pela pipoca. E com certeza, mais um filme meia boca, candidato ao Oscar de 2018, assim como todos que são péssimos e que obtém o prêmio por genialidade, que no caso de “Mother”, com certeza será agraciado pela falta de criatividade, direção, fotografia e bem longe de ser uma obra prima.

    Reply

    • 25 de setembro de 2017 @ 11:38 Fernando Machado

      Não acredito que o filme seja indicado para qualquer prêmio e nem teria porquê. Apesar de ter gostado do filme, ele tem problemas sim e realmente não é uma obra prima. Quando a leitura e visão deturpada dos escrito bíblicos, eu vejo mais como um visão que diretor tem no material fonte. O que eu posso questionar é a estrutura narrativa didática que prejudica a apreciação e reflexão acerca da obra.

      Obrigado pelo excelente comentário.

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      • 25 de setembro de 2017 @ 14:38 John

        Obrigado a você por nos proporcionar um espaço para debatermos sobre a obra. Expor nossa opinião, nossa crítica e responder com educação e com sensibilidade é raro. Como aprecio a bela arte do cinema, não pactuo com obras tidas como geniais, mas que na verdade são devaneios e distorções de seus idealizadores. Mas como entretenimento até que serve, pois não é de todo ruim, apenas confuso e dissimulado. Adaptar para os tempos modernos, histórias milenares, soa como heresia, principalmente se for uma adaptação tosca e confusa, sem propósitos definidos e fazendo com que o espectador tenha uma duvida quanto à proposta e conteúdo. Não conheço uma pessoa que assistiu a película e se deu por satisfeito sob todos os aspectos. Não desaconselho ninguém, apenas como crítico contumaz, defino exageros e propósitos desconexos e convido a todos assistirem para que sob óticas distintas consigam absorver a proposta do diretor em sua totalidade, o que não fui capaz. Um abraço Fernando e parabéns pela sinopse, ficou excelente.

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        • 2 de outubro de 2017 @ 04:52 Carlos

          como é, reproduzir uma obra milenar configura heresia? Heresia é um ato contrario a uma doutrina religiosa ou então que é rechaçado pela autoridade de determinada religião. Levando a séria a sua opinião, isso signficia que qualquer obra artistica (filme, no caso) deve ser compativel com a doutrina religiosa para nao ensejar heresia. Ou seja, pouco importa a criatividade ou a expressão artistica do autor, deve é haver compatibilidade doutrinária para que a obra não seja considerada heresia.
          Conjeço uma religião aí que tem assombrado a humanidade e assassinado milhões de pessoas sob o mesmo argumento. Achei que tinhamos superado essa fase.

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        • 3 de outubro de 2017 @ 11:05 Nayana Abreu

          Acho que o propósito é justamente causar incômodo, fazer o público sair da letargia. Parar para pensar: Espera, isso não se faz na casa de ninguém!
          A mãe sem filhos, espancada no final, após ver um monte de fanáticos como zumbis comerem seu filho (literalmente o corpo e o sangue); a ferida que fica na casa após um irmão matar o outro e que nunca cicatrizar; a mulher submissa que faz tudo; o aumento absurdo de pessoas na casa; as guerras travadas em nome do marido… Para mim são metáforas excepcionais. Heresia pra mim é o que estamos fazendo com a terra e uns com os outros. 🙂 Também comecei a fazer uma analogia quando deram presentes pelo nascimento da criança e tive a certeza quando a criança morreu. Quanto ao líquido… Ela o toma pela primeira vez, se não estou enganada, quando recebe o primeiro visitante… Teria que ver o filme novamente, mas acho que a interpretação do que é deve partir dos momentos que ela toma. O que causava o mal? Acho que eram os visitantes convidados/criados pelo marido. Uma vez que ela o ajuda a ter o próprio filho, imagina que ele, o marido, não vai mais precisar dos convidados, logo, não terá o que faz mal a ela e não precisará do remédio. Mas gostei da teoria da metáfora do sol e da água. 🙂

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    • 29 de setembro de 2017 @ 23:31 Marta

      Muito bom seu comentário. Achei meio forçadas as comparações com a bíblia, mesmo que venha sido esta a intenção do autor. Também não vi nenhuma alusão ao meio ambiente e se existe, nada a ver com a Bíblia e sim com ecochatos. Gosto mais do que ouvi após a sessão, sobre ser a respeito do processo de criação do poeta, sendo a mãe a musa e o bebê o poema e por aí vai. Vá saber. Há erros na crítica, porque o poema já estava pronto antes do bebê nascer e qdo nasce a turba já estava na casa. É o poema não pode ser uma alusão ao novo testamento, porque escrito depois da morte de Cristo.

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      • 30 de setembro de 2017 @ 01:39 Fernando Machado

        Faz todo o sentido sua colocação acerca do período de escrita, ainda que uma licença poética permita tal incoerência. Quanto a sua leitura sobre o processo de criação, é uma leitura que eu só dei mais atenção depois de debater o tema com o vocês aqui nos comentários, gosto muito dessa leitura, que a questão ambiental seja a que mais me chamou a atenção e foi o motivo principal para a criação do roteiro, conforme o próprio Darren vem comentando em suas entrevistas.

        Obrigado pelo excelente comentário. Até uma próxima!

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      • 9 de dezembro de 2017 @ 23:19 XDarkBlade

        O poema significa a criação em si. Deus criou tudo em sete dias e parou, com o dilúvio (cano estourando depois que Adão e Eva povoaram a casa após a morte de Caim) a humanidade acabou e Deus voltou ao processo de criação.

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      • 26 de dezembro de 2017 @ 04:39 Thay

        O novo testamento pode ter sido escrito após a morte de Cristo. Porém de iniciou com a concepção Dele! Neste ponto, não concordo com sua opinião.

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        • 1 de Janeiro de 2018 @ 01:07 Fernando Machado

          Revendo o filme percebi isso. Mas prefiro manter no texto até para gerar essas discórdias. Obrigado pelo comentário.

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    • 5 de outubro de 2017 @ 03:00 Arthur

      Não sou muito crítico de filmes, mas acho que saí do cinema com o mesmo pensamento clichê da maioria: “o que esse filme quis contar?”. Não entendi nada, o filme pra mim não fez sentido nenhum. Foi quando fui pesquisar (ainda no shopping) e vi essa referência à bíblia.
      Nossa, tudo se encaixou! Reafirmando que não sou muito crítico, mas realmente, tudo fez sentido…
      E me fez chegar até à uma análise inversa: do filme para a Bíblia. Deus, pelo amor a nós (os destruidores do filme), nos daria outra chance? Será que Ele faria tudo de novo acreditando que não fossemos quebrar o cristal? Fica a reflexão, e o meu sim de resposta. Será que vivemos nesse ciclo? Acho legal chegar à isso nem que seja apenas para refletir.

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      • 5 de outubro de 2017 @ 16:22 Fernando Machado

        Para quem não é muito crítico, sua reflexão foi bastante profunda rsrsrs. Que bom que o filme despertou isso em você. Parabéns!

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    • 15 de outubro de 2017 @ 01:50 Gal

      Tá mas e o pó amarelo? kkkkk

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  5. 25 de setembro de 2017 @ 15:03 John

    Heresia, eu cometi, esquecendo de parabenizar esse excelente blog, com linguagem esclarecedora, verdadeira, fiel e com didática profissional. Um espaço que deveria ser apreciado sem restrições por todos que amam a arte mais bela. Estarei sempre por aqui, lendo seus ricos comentários. Já adicionei aos meus favoritos e todos da WEB deveriam fazer o mesmo. O seu espaço é bem estruturado e sensacional, parabéns meu amigo e grato pela oportunidade.

    Reply

    • 26 de setembro de 2017 @ 11:32 Fernando Machado

      Eu acredito que o papel da crítica não ditar o que é certo e errado, e assim abrir a discussão para o aprendizado mutuo. Eu aprendo mais com os comentários aqui no site do que lendo críticas vazias na internet cheio de predicados como “incrível, tenso, perturbador” mas que não desenvolve mais que isso. Se você tiver algum canal de comunicação (letterboxd, twitter, facebook, blog) me procura lá para gente trocar uma ideia.
      Valew pelas carinhosas palavras.

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  6. 25 de setembro de 2017 @ 15:44 erga pfizer

    Mother! – É um filme diferente, intenso, alegórico, castigador, berrante, frustrante e provocativo, assim muitos descrevem. A melhor alegoria bíblica do cinema, sem dúvidas. Muitos afirmam que é algo tão inovador, tão esplêndido, que é uma obra-de-arte na tela do cinema, que discordo e defino como prolixos alguns comentários que li. A indefinição do assunto em relação a estrutura bíblica é tão irrisória e indefinida que desafia alfarrábios e grimórios sobre seu conteúdo repleto de genialidade macabra e psicótica. E o que muitos não se deram conta que é repleto de contradições e ironias. São heresias clássicas tão intensas como algumas descritas no “Amoris laetitia” citadas por alguns Sumos Pontífices. Quando o diretor quer se destacar por obras únicas e inigualáveis, deveria seguir o sentido do “Uno Factum” e não a readaptação confusa e voltada a penumbra como foi feita nessa proposta maquiavélica, porém atual. A releitura foi péssima mas tem um sentido, já que todos deturpam a vida e analisam por sua vertente, deixando a realidade e a verdade à margem. Eu adoraria ler a crítica de Norman Jewison sobre essa sinuosa e meândrica obra. Cenas escuras de péssima fotografia, iluminação patível e roteiro lacônico. Mas se você não viu ainda, vá e analise e deixe seu comentário para acrescentar aos nossos. Creio que o Fernando ficará feliz por termos opiniões distintas, mas que chegam a um único denominador: Apreciamos o cinema, a arte, a emoção, mesmo criticando ou elogiando, mas sempre amando…!

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    • 26 de setembro de 2017 @ 11:26 Fernando Machado

      Fala parceiro! Que análise incrível. Concordo que o filme está longe de ser uma obra-prima como muitos pintam. Há um desconhecimento de cinema europeu e asiático que são tão provocativos quanto.
      Só queria pontuar a fotografia escura e granulada do Libatique, que apesar de feia, acredito que seja proposital ao retratar o estado da humanidade (segundo visão do realizador).
      Valew pelo comentário.

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    • 28 de setembro de 2017 @ 03:14 Abner

      Creio que o fato de uma obra de arte, se tornar popular ao passar em cinemas de shoppings a r$20,00 o ingresso incomodam aos parnasianos de plantão.

      Parabéns ao autor diretor Darren

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  7. 25 de setembro de 2017 @ 18:51 Letícia

    eu entendi que o filme é um resumo de Gênesis à Apocalipse. Mas alguém saberia dizer com o proposito de Darren com isso?

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    • 26 de setembro de 2017 @ 11:37 Fernando Machado

      Segundo ele próprio a ideia é gritar (justificando a exclamação do título) tudo o que ele vinha sentido com relação da deterioração do planeta e a “ausência” de deus nessa problemática.
      Segundo Darren, que é agnóstico, se deus existe ele abandonara a humanidade para que nos destruíssemos um ao outro.

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  8. 26 de setembro de 2017 @ 01:28 Bruna julia

    Olá
    Em uma das vezes em que é mostrado a Foto Javier Bardem no chão ele aparece com desenhos de chifres.
    Não entendi muito

    Reply

    • 26 de setembro de 2017 @ 11:37 Fernando Machado

      Eita não reparei isso.

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    • 26 de setembro de 2017 @ 16:34 Alessandra

      Acredito que isso se dê ao fato de muitos atribuirem o bem e ao mal ao mesmo personagem, neste caso Deus.
      A primeira vez que a foto com os chifres aparece supõe que Caim quem desenha e rasga a foto, pois em genesis, é Caim que se “desentende” com Deus, por não ter conseguido agradá-lo como Abel fez.

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    • 26 de setembro de 2017 @ 17:03 Pedro Henrique

      Eu reparei isso também e logo em seguida aparece o filho que está foragido e pergunta se deixaram ela sozinha e logo em seguida o Javier aparece, acho que seria tipo o surgimento do Demônio nos homens e querendo destruir a mãe-natureza, mas Deus (Javier) aparece para protege-la, talvez seja mais ou menos isso.

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  9. 26 de setembro de 2017 @ 04:00 Marcello Mariano

    Para completar ainda mais esse excelente comentário ainda tem o detalhe dos presentes que o bebê recebe ao nascimento. O filme não me envolveu, me causou uma sensação de perturbação extrema. Por diversas vezes senti vontade de sair da sala, mas apesar deste incomodo persisti e fui até o final. Confesso que pelo trailer esperava algo perto de O bebê de Rosemary. E ainda estou pensativo, pois o comportamento mesquinho e soberbo de ELE não me remetem em nenhum momento a figura de Deus. Mas quero aqui elogiar a crítica feita por Fernando. Leve, descritiva e esclarecedora. Parabéns!

    Reply

    • 26 de setembro de 2017 @ 11:42 Fernando Machado

      Marcello, realmente houve uma péssima divulgação. Venderam o filme como terror, mas não foi nada disso. Eu não vi o trailer, mas parece que ele engana bastante.

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  10. 26 de setembro de 2017 @ 16:59 Pedro Henrique

    Ótima critica, eu acho que o filme além de referências bíblicas, tem referências históricas, como a mãe tem contato com o homem negro, é o primeiro contato que ela tem apos o casal e os filhos e esse homem negro seria os primeiros povos, que tiveram origem na Africa e principalmente em países onde a população negra predomina, logo em seguida esse homem se aproxima de uma mulher com traços asiáticos, que seria a aparição de novas etnias e a miscigenação, quando esse homem e mulher saem do quarto e vão para a sala, eles começam a pintar as paredes, dando referencias as modificações da humanidade na natureza, mesmo a natureza não gostando disso, já naquela cena do caos no final, seria o mundo nos últimos 200 anos, logo após a revolução industrial, o mundo evolui muito rápido, o aumento populacional enorme, as grandes guerras, as destruições da natureza sem controle, o crescimento do ateísmo, entre outras coisas, outra referências seria sobre a mulher que representa a editora do livro, ela seria a igreja católica, pois ela quer divulgar o livro rapidamente, lucrar com isso e atrair seguidores, já na cena de guerra a mesma atriz aparece matando algumas pessoas, seria uma referência a época da Inquisição, quando muitas pessoas foram mortas devido a religião, principalmente por causa do cristianismo. Irei assistir outra vez para encontrar mais coisa, excelente filme.

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    • 4 de outubro de 2017 @ 10:52 Carolina

      Adorei este blog. Parabéns Fernando!
      Principalmente pela educação com que você conduz a discussão.
      Achei bacana o comentário do Pedro, pois me fez refletir sobre outros pontos que ainda não havia “digerido”.
      Durante todo o filme são mostrados símbolos, acredito que assistindo uma segunda vez iremos encontrar mais sentido.
      Gostaria de complementar aqui com outras coisas que me chamaram atenção, como por ex, a questão da cena das guerras, da distorção da interpretação do poema, onde uma certa altura pessoas falavam em nome do poeta e marcavam a testa das pessoas, tal qual ele fez em um momento.
      O corpo e o sangue do filho morto me causaram muito desconforto.
      Acredito que as guerras estão bem representadas e a total falta de respeito com a mãe natureza.
      As cenas de invasão à casa me causaram desconforto extremo a ponto de eu sair muito tensa do cinema.
      Gostaria de saber se alguém pecebeu que em um determinado momento só as mulheres estão presas em uma cela.

      Reply

      • 4 de outubro de 2017 @ 18:22 Fernando Machado

        Obrigado Carolina. Acredito que a função da crítica é abrir o dialogo e nunca fechar com imposições de filme bom 5 estrelas e filme ruim 1 estrela.
        Quanto a sua observação, preciso rever o filme, pois passou batido por mim. O tempo não está permitindo voltar ao cinema, mas quando sair em bluray é certo que verei novamente. Mas é incrível mesmo a quantidade de informações em um só filme. Parabéns pela observação.

        Caso de interesse em aprofundar eu participei de um debate de 2h sobre o filme. Segue link: http://cinemacao.com/2017/09/29/podcast-cinemacao-246-mae/

        Abraço.

        Reply

    • 5 de Janeiro de 2018 @ 21:01 Kendysom Campos

      Nossa , que analise, essas observações não tinha lido em lugar algum e muito menos percebido ao ver o filme .. parabéns

      Reply

  11. 27 de setembro de 2017 @ 04:29 Lucas

    Olá. Fernando.
    Tambem gostei bastante do filme.. E em muitos pontos estou bem pensativo.. O líquido amarelo é um deles.. Eu vi que aronosky disse numa entrevista da relação desse líquido com a literatura vitoriana.. Vi em outro blog da possivel relação com um livro chamado de “papel de parede amarelo” da charlotte p. gilman escrito nessa época que trata de uma mulher presa numa casa por seu marido que começa a enlouquecer e devaniar com o papel d eparede amarelo da casa.. Tambem achei outro livro era que é “o rei amarelo” de robert w. Chambers tb da era vitoriana, São varios contos e um deles é sobre um livro que se lido leva a loucura, que foi mais ou menos que aconteceu.. Valeu.. Abraços.. Filme legal pra ficar encontrando e correlacionando as coisas.. Também não encontrei em lugar nenhum falando sobre o “cofre” encontrado la perto da maquina de lavar roupas .. E da rã e da mosca que passou no filme tentei correlacionar com as pragas, mas não identifiquei as outras.. Abraço..

    Reply

    • 28 de setembro de 2017 @ 22:30 Fernando Machado

      Ótima percepção. Há tanta metáfora nesse filme que terei de ver de novo para ver se ajuda a entender um pouco mais.

      Reply

    • 14 de Janeiro de 2018 @ 04:55 Allan

      Eu também percebi essas referências! <3

      Reply

      • 6 de Fevereiro de 2018 @ 01:32 Samay

        Tentei ler tudo que escreveram, Mas com certeza passei direto por algumas coisas. Não sei se alguém tem uma teoria sobre os dois momentos um em que ela joga o isqueiro para trás do móvel e depois joga uma calcinha da “eva” para trás da máquina de lavar roupa. Tb não entendi bem a rã e a mosca (referências as pragas como foi dito poderia ser, também não vi as outras) alguém falou sobre as mulheres presas também percebi. Muito obrigada pela reflexão e o incrível debate! Acabei de ver o filme e foi ótimo ler a opinião de todos!

        Reply

  12. 28 de setembro de 2017 @ 11:52 Rodrigo de Melo

    Assisti ao filme é saí com esse pensamento de que realmente se tratava de referências bíblicas mesmo. Até me confundi em um momento achando que o personagem da Jennifer Lawrence fosse de Maria Madalena. Mais enfim, agora tudo faz sentido depois dessa aula que você deu Fernando. Obrigado!!

    Reply

  13. 28 de setembro de 2017 @ 18:13 Ana Paula

    Amei as criticas antes mesmo de assistir o filme, vocês tem uma ótima percepção. Vou assistir e deixarei minha critica !

    Reply

  14. 30 de setembro de 2017 @ 03:06 Diego

    Olá!
    Alguma referência àquela “coisa” que estava no vaso sanitário e jorrou sangue?
    Fiquei pensativo em relação à isso.
    Ótima crítica!
    Abraços

    Reply

  15. 1 de outubro de 2017 @ 01:08 CRISTAL BITTENCOURT

    Cheguei no seu texto ainda saindo da sala de cinema. Não sei bem quando entendi “a coisa toda”, mas acho que foi na hora em que a criança nasceu. Os presentes que chegavam me fez achar que o menino era Jesus e ela seria Maria. Quando o “pai” entrega a criança aos humanos, que a matam, tive certeza. Mas não tinha me tocado de todas as outras analogias como Adão e Eva, Caim e Abel, etc. Por isso, obrigada.

    Reply

    • 2 de outubro de 2017 @ 11:24 Fernando Machado

      Que legal. É bom quando acaba a sessão mas o filme continua na nossa cabeça.

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  16. 1 de outubro de 2017 @ 04:37 Danilo

    Ótima resenha. Só faltou mencionar a metáfora do dilúvio com a pia que quebra e inunda a casa apóia várias advertências e após a bebedeira de Noé.

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  17. 2 de outubro de 2017 @ 01:50 Aline Cristina

    Parabéns pelo texto!!

    Reply

  18. 2 de outubro de 2017 @ 02:33 Juliana Aparecida Pereira

    Parabéns, muito esclarecedor, confesso que se não fosse pela explanação não teria entendido nada, rsrsrs… Assisti com atenção plena e associar cada cena com a real intenção de Darren foi surpreendente. Agora voltei para ler todos os comentários, rsrsrs… muito bacana os diálogos

    Reply

    • 2 de outubro de 2017 @ 11:21 Fernando Machado

      Esses diálogos que fazem com que eu me interesse pela crítica cinematográfica. Não quero ser ouvido, quero ter diálogos com esses com a galera.

      Reply

  19. 3 de outubro de 2017 @ 11:25 Nayana Abreu

    Parabéns pela análise tão lúcida do filme. Adorei o site, a crítica e os comentários. Favoritei!

    Reply

    • 3 de outubro de 2017 @ 11:39 Fernando Machado

      Muito obrigado pela confiança. Espero poder corresponder essa confiança toda. Forte abraço

      Reply

  20. 3 de outubro de 2017 @ 14:08 Carla

    Alguma explicação para a cena em que a Mãe vê algo estranho no vaso sanitário (não dá pra saber se é um bicho ou um órgão do corpo humano) e dá a descarga?

    Reply

    • 11 de outubro de 2017 @ 19:40 Mariana

      Entendi que é um coração

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  21. 3 de outubro de 2017 @ 14:17 Ana

    Alguém entendeu o que era aquela coisa na privada, quando ela entope?

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  22. 3 de outubro de 2017 @ 18:59 Kézia

    Melhor crítica sobre o filme que li. Parabéns pela análise, esclareceu muitas dúvidas que eu tinha. 😉

    Reply

    • 4 de outubro de 2017 @ 18:24 Fernando Machado

      Uau, obrigado Kézia. Esse texto realmente saiu melhor do que eu mesmo esperava. Espero que eu continue te encontrando por aqui. Abraço

      Reply

  23. 3 de outubro de 2017 @ 19:20 Alessandra Lacerda

    Assisti ao filme a fiquei realmente intrigada, perturbada com Tudo, fiquei apavorada qdo consumiram o bebê, a humanidade é msm cruel, e é representada como loucos e insensatos,os primeiros convidados da casa são inapropriados e invasivos,uma total bagunça se forma no fim do filme, tô chocada até agora…adorei a crítica ,me trouxe luz ao contexto.

    Reply

  24. 4 de outubro de 2017 @ 12:50 Paulo

    Eu confesso que só entendi o filme a partir do momento que o casal desobedece e quebra o cristal. Que quando eles perguntam quem reconstruiu fica aquele silencio, e ai logo apos tive a confirmação, quando aparecem os filhos eu um deles mata o outro, ai fui ligando tudo. Porém não tinha sacado a clara referencia as religiões, e ao primeiro seguidor dele que depois se torna a própria figura do demônio ao sacrificar o menino, algo que eu observei que não sei se faz sentido é que aquilo no vaso parece um coração (?), que possa ter sido de outra Mãe Natureza anterior a Jennifer L (?) o que será que representa?

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  25. 8 de outubro de 2017 @ 14:11 Camila

    Quando o filme terminou, a primeira coisa que me perguntei foi: como pode ser possível um homem ter concebido esse filme? Sou mulher, dona de casa e grávida no momento, e simplesmente o filme me pareceu uma ilustração de todas as minhas paranóias. Como um homem pode captar esses detalhes nos dá vida de uma mulher, sendo mulher no sentido mais arcaico da palavra?
    Gerar uma vida nova num.mundo tão caótico, onde as pessoas são “rebanhadas” tão facilmente, é realmente muito assustador.
    As dezenas de interpretações paralelas possíveis do filme, bíblicas ou não, ambientais ou não, fazem meu coração bater mais forte.

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  26. 8 de outubro de 2017 @ 23:20 Hank Chinaski

    Parabéns pelo texto Fernando! Muito bom!

    Eu saí um pouco confuso do cinema tbm… cheguei até a pensar que filme acontecia sob o olhar de uma pessoa com alguma síndrome do pânico ou algum problema psicológico. Além das coisas bizarras que aconteciam no decorrer do filme, os enquadramentos e toda a trilha sufocante ampliavam essa sensação. Mas essa minha percepção se esvaiu durante o decorrer do filme e pedi ajuda do google até que cheguei aqui. Hehehe!

    Obrigado pelo texto e pela explicação além dos comentários da galera. É muito bom ver a percepção de cada um, por isso me encorajei a escrever aqui tbm!
    Valeu!

    Reply

    • 9 de outubro de 2017 @ 11:36 Fernando Machado

      A galera aqui está de parabéns. Nunca li tanto comentário inteligente como esses. Parabéns a todos.

      Reply

  27. 9 de outubro de 2017 @ 00:26 Gabriela

    Eu penso que o pó amarelo é o sol sim. Sol + água= fotossíntese. Quando ela fica grávida, ela deixa de tomar o pó porque não precisa mais, como se Jesus representasse a própria luz. Quanto a menção vitóriana, não seria sobre Luís XVI, o rei Sol? Muita viagem?? Kkk
    O que não entendi é porque o coração do Adão foi descartado no vaso…. É a parte que ela abre aquela passagem no sótão e não encontra nada, só um sapo… (menção bíblica de Exodus?)
    Um abraço!

    Reply

    • 9 de outubro de 2017 @ 00:28 Gabriela

      Eu penso que o pó amarelo é o sol sim. Sol + água= fotossíntese. Quando ela fica grávida, ela deixa de tomar o pó porque não precisa mais, como se Jesus representasse a própria luz. Quanto a menção vitóriana, não seria sobre Luís XVI, o rei Sol? Muita viagem?? Kkk
      O que não entendi é porque o coração do Adão foi descartado no vaso…. É a parte que ela abre aquela passagem no porão e não encontra nada, só um sapo… (menção bíblica de Exodus?)
      Um abraço!

      Reply

      • 9 de outubro de 2017 @ 11:35 Fernando Machado

        Olá Gabriela, o que parece é que aquilo seria a costela retirada de Adão e não seu coração. Mas também fiquei bem confuso. Quanto ao líquido amarelo, essa sua visão para mim é a que mais faz sentido.

        Abraço.

        ps. Eu sempre confundo sótão com porão, até por que isso é raro no Brasil.

        Reply

  28. 9 de outubro de 2017 @ 00:30 Gabriela

    Fernando, pode apagar o comentário que diz “sótão” consertei para “porão”. Desculpa, um abraço

    Reply

  29. 9 de outubro de 2017 @ 23:46 Aline Martins

    Amei o texto e o espaço para comentar a obra. Quando sai do cinema estava com a visão do processo criativo do poeta e a mulher como musa, que depois perde seu lugar e com isso seu amor por ele (representada nas cenas do coração da casa). Confesso que apesar de tudo ter ficado bem claro quando entendi as referencias biblicas ainda acho que minha interpretação faz algum sentido. Gosto de obras que permitem diferentes interpretações, por isso gostei bastante do filme. E parabéns pela crítica e essa conexão com os leitores!

    Reply

    • 10 de outubro de 2017 @ 11:20 Fernando Machado

      Obrigado Aline.
      Espero contar com vocês em outras discussões.

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  30. 10 de outubro de 2017 @ 03:29 Laís

    Olha!!! Gostei da análise em relação ao simbolismo dele como Deus e ela como a Mãe natureza. Mas quero compartilhar uma outra visão simbólica que o filme me trouxe! Como mulher tive a sensação de que ela era extremamente oprimida às vontades dele. Um homem misterioso, frio, focado em suas obras, em si próprio apenas. Vejo uma mulher extremamente obcecada por ele. E ele precisando do amor dela, de seu cuidado para criar. Uma mulher submissa que não tem coragem de levantar a voz a um homem que ao meu ver é extremamente manipulador. Pra mim o líquido amarelo é quando ela sente a necessidade de não entrar em contato com os sentimentos e intuições dela e ele faz a personagem voltar para um estado de descontato com suas intuições. A medida que ela é cada vez mais questionada em relação ao fato de querer ter filhos ou não, o quanto gosta dele ou não. O quanto ela seria capaz de proteger os interesses dele. Ele me parece se fazer de vítima também em vários momentos. Ela se sente culpada por ele não criar. E dá a ele todas as condições para isso. Ela vai percebendo o quanto ele não olha pra ela quando ela se vê sozinha, desprotegida, e pela primeira vez questiona de forma mais enérgica que eles não estão se relacionando. Vejo aí várias questões sobre relações entre homens e mulheres. A mulher estando nesse lugar de eterna mãe dos homens. O quanto ela se sacrifica para que ele estivesse sempre no topo, no pedestal. Isso me fala de mulheres que se amam pouco. E homens que amam o amor das mulheres e se nutrem disso. E mulheres que se deixam sugar em relacionamentos violentos e invasivos. Ele não respeita o espaço dela em nenhum momento. O que me trouxe a confirmação disso é que a medida que o filme vai acontecendo ele está sempre inteiro, bonito sem nenhum ferimento. Ela vai se acabando, vai ficando feia, até espancada ela é quando tenta proteger seu filho, sua criação e tenta destruir a imagem de soberano dele. E ao final ele a suga tanto que ainda quer seu coração, o que é de mais precioso dela. Ela deixa, porque ama demais. O filho é um marco, momento que ela rompe com esse amor imaculado que ela tem por ele. Pois percebe o quanto ele é fraco e não vai proteger sua família. O que o nutre são esses amores. Esses diamantes. Essas mulheres que são jóias e não se reconhecem, até que virem cinzas. Essa é uma visão, uma camada de interpretação. Existem várias outras. Gostei das que eu li por aqui. Mas confesso que me tocou nesse sentido. Sem querer defender qual a certa só quis compartilhar o que senti.

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    • 10 de outubro de 2017 @ 11:26 Fernando Machado

      “homens que amam o amor das mulheres e se nutrem disso.” Não poderia resumir melhor esse leitura! Há realmente essa leitura no filme, que só tive ao sair da sala conversar com algumas jornalistas sobre o filme. No podcast que gravei sobre, falamos com um dessas jornalistas que revelou muitas mulheres tiveram a visão de que o filme é misógino, algo que discordo plenamente. Concordo 100% com você que o filme faz uma crítica à forma como muitos homens lidam com suas companheiras. Isso é algo de David Lynch usa muito bem em Twin Peaks por exemplo.
      Obrigado pelo comentário e espero vê-la novamente aqui no blog ou mesmo no Canal no Youtube.

      Abraço

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  31. 10 de outubro de 2017 @ 03:46 Laís

    Filme extremamente provocador em relação ao que se passa na mente de uma mulher que está em sofrimento e começa a enxergar sua dependência. Pra mim o sangue no centro da casa que brota no meio do quarto é o que tem de mais íntimo dela. São suas dores, suas angústias e que quando ela sente que ele a quer ela tapa e coloca para debaixo do tapete! O sangue até estanca superficialmente. Tive a confirmação de que a casa era ela quando o buraco no quarto me parece o formato de uma vagina sangrando, no interior da casa há sangue, brota sangue pelas paredes. Voltando às angústias. Me parece que esse sofrimento sessa superficialmente no período de gestação. E ele passa por cima de tudo que é importante pra ela quando está prestes a dar a luz. Passa literalmente por cima dela com seus interesses e sua egolatria. Sua incapacidade de ver o que é importante pra ela. Ele em alguns diálogos com ela diz que ele quer todas aquelas pessoas lá. Penso até que ponto a obsessão dela não o sufoca. Mas ele alimenta. Ele precisa dela. Para não se sentir menor. Pois sabe que é. Também me veio a ideia de que as guerras, o fanatismo, a destruição, a violência e o desrespeito, e todas as representações violentas do mundo é o que também se passa na mente de uma mulher quanto está parindo. É p que tem dentro dela também. As sombras humanas. Os medos, os temores, as inseguranças. Ela está gerando um filho pra viver essa loucura. Está tudo na mente dela. Afinal ela é a casa. Mais uma vez o que brotou de mim ao ver o filme.

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    • 25 de Janeiro de 2018 @ 06:36 Maria Beatriz Silva nunes

      Para mim a sua crítica foi a mais lucida Laís. Concordo em tudo com você.O que vi foi um homem egolatria deixando sua mulher exposta a tudo. Desrespeitando os limites, quando a expoe e ao filho a violência do mundo não fazendo seu papel de protetor da família. Milhares de mulheres no mundo são abandonadas. grávidas e indefesas. Seus filhos expostos a violência e a morte.As analogias bíblicas para mim foram irrelevantes se olhamos o relacionamento do casal.

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  32. 14 de outubro de 2017 @ 03:51 Fran

    Pensando em ser uma metáfora bíblica, fiquei pensando o que poderia ser a falta de interesse dele nela? Tanto que eles só tem uma relação quando ela expõe que se sente indesejada.

    Aquele esqueiro do que viria a ser Adão retorna várias vezes ao foco do filme, tanto que ele é o propulsor da explosão. Seria o esqueiro o resquício daquele (homens) que deu início aquilo tudo também ser motivo do seu fim?

    Ademais, ótima crítica e comentários.

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  33. 16 de outubro de 2017 @ 13:51 Guilherme Lubcke

    Primeiramente quero agradecer ao Fernando pelo texto. E pedir desculpas caso meu comentário já tenha sido feito, pois não consegui ler todas as respostas.

    Quero apresentar o significado visto por mim em uma comparação direta a bíblia.

    Sala do Poeta: É o paraíso, após a perda de confiança entre Adão e Eva, Deus fecha o paraíso e torna ele um lugar proibido, com isso ele fere as próprias mãos e mancha o solo com o Pecado, então dessa forma a Casa é a Terra Prometida, lugar onde todos os povos podem buscar a Deus, sendo assim Adão e Eva retornam para habitar junto com seus descendentes.
    Mãe: Ela é a IGREJA,quando eu digo igreja não quero dizer uma determinada religião, mas ela é o caminho que apresenta Jesus como o salvador do mundo, prova disso que antes do mesmo existir ela dependia de uma limpeza interna, relatada com aquele pó amarelo, mostrando que a Igreja sempre existiu, mas não tinha seu símbolo de salvação e precisava de outros meios para se purificar. Ela permite que todos se aproximem de Deus e vivam de forma igual, mas ela coloca regras para continuar habitando na sua “Terra Santa”, podemos pensar nisso como as doutrinas criadas. A igreja busca não a morte, mas expulsar os “impuros daquele lugar sagrado, para que o mesmo tenha se mantido controlado.
    Outro ponto que faz acreditar que ela é a igreja, pois a mesma permite que mudanças ocorram, mesmo não concordando, quando acontece da bebida e outras coisas permitidas por Deus.

    A Editora: Foi aquele que eu mais demorei para encontrar um ponto. mas ela é o Diabo, conhece a Deus como ninguém e quer usar seu poder para que prazeres carnais sejam realizados, busca corromper a igreja para que ela concorde com essa mudança divina, busca acabar com ela juntos com os opositores através da morte.

    A igreja percebe que a sociedade não possui salvação e acredita que tudo deve recomeçar, que Deus deve limpar a Terra e deixar tudo em perfeito estado como era no princípio, para isso ela deixa seu maior símbolo, o fruto proibido, ponto chave para escolha do livre arbítrio e assim tudo se inicia novamente.

    Adorei o filme, faz refletir em tudo que acontece em nosso planeta.

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  34. 24 de outubro de 2017 @ 14:15 Leonardo

    Bom… acredito que a grande sacada do filme é recontar a historia da biblia com metáforas e nos levar a interpretação de deus que as religiões pregam (ou como mesmo filme diz: o poeta) que leva ao fanatismo e a destruição do planeta inconsequentemente sem preocupar com a “mãe natureza” que é a unica coisa que deveriamos respeitar e que realmente dependemos. Tudo isso (doutrinas religiosas) nos leva a destruição e ao fim dos tempos – e é isso que deus quer? Fica a reflexão, já que as escrituras sagradas pregam isso…

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    • 24 de outubro de 2017 @ 14:52 Fernando Machado

      certamente é um visão bem cínica que o diretor tem de deus. Ele já havia feito isso em Noé mas de forma mais direta.

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      • 31 de outubro de 2017 @ 04:10 Mauricio Alves

        Bom,li bastante sobre tudo, não sou tão culto como a maioria que aqui comentou, esclareci varais dúvidas que eu tinha, mas uma ainda me intriga, até onde li nos comentários ninguém se manifestou sobre isso, mas pergunto:
        O buraco no quarto descoberto que leva até o porão e a porta escondida, trata-se do inferno?
        Perdoem minha ignorância.

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        • 31 de outubro de 2017 @ 11:02 Fernando Machado

          É uma leitura válida Maurício. Alguns argumentos que o apocalipse vem do inferno que queima a tudo, então faz sentido. Até por que o próprio “deus” meio que titubeia para entrar naquele lugar.

          obrigado pelo comentário e seja bem-vindo ao bonde da discussão saudável…ah e todos nós somos ignorantes…todos kkkk

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          • 1 de novembro de 2017 @ 00:03 Mauricio Alves

            Obrigado a vc Fernando.
            Acredito que o que torna esse filme interessante e ao mesmo tempo decepcionante, são as discussões posteriores e os pontos de vista apresentados kkkkkkk.
            Abraço.

  35. 27 de novembro de 2017 @ 03:42 Lane silva

    Bem legal os esclarecimentos, mas eu percebi mais analogias bíblicas…
    Por exemplo, quando invadem a casa e roubam o pão que a Mae tinha preparado pro jantar, percebi analogia a multiplicação de pães, depois eles comecam a idolatrar ELE, e sem querer ele suja a testa de uma pessoa com uma tinta, ai alguém fala “ele me marcou”, me lembrou o anticristo e o sinal da besta, depois disso todos começam a marcar a testa. A destruição da casa me fez lembrar da “grande tribulação” que e retratada na bíblia justamente no governo do anticristo. E logo depois veio o nascimento do bb, que eu nao sabia o que significava mas acabei de ler que era uma analogia ao nascimento de jesus, mas eu nao pensei nisso na hora pq logo apos o nascimento teve aquele silencio, que eu achava que era relacionado ao grande milenio, que acontece na biblia logo depois de 7 anos de tribulação, e o fogo eu achei que era alusão à condenação final, que e o inferno.

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    • 28 de novembro de 2017 @ 10:18 Fernando Machado

      Que legal Lane. Realmente tem vários elementos que vão além do percebemos. Vi o filme uma vez só, mas tenho certeza que revendo, verei muito mais elementos bíblicos ou não. Obrigado pelo comentário.

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  36. 27 de novembro de 2017 @ 03:45 Lane silva

    Ahhh lembrei, aquele monte de gente que aparece eu fiz alusao aos mortos que serão ressuscitados depois da vinda de jesus.

    Reply

    • 27 de novembro de 2017 @ 03:46 Lane silva

      Ahhh lembrei, aquele monte de gente que aparece com lanterna indo para casa dele eu fiz alusao aos mortos que serão ressuscitados depois da vinda de jesus.

      Reply

  37. 6 de dezembro de 2017 @ 01:03 José Neto

    Ótima resenha.
    Adorei os comentários mas ainda estou intrigado com o pó amarelo.
    Detalhe que não foi comentado aqui, a capa do filme mostra claramente a Jennifer como uma imagem da Virgem Maria.

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  38. 6 de dezembro de 2017 @ 19:47 Dilma

    Parabéns a todos pelas variantes intelectuais e “viagens” emocionais!!E em especial, meu agradecimento com louvor, a Fernando, pela sensibilidade, eloquência, educação e inteligência emocional ao conduzir nossas falas!!

    Reply

    • 7 de dezembro de 2017 @ 10:06 Fernando Machado

      Muito obrigado pelas palavras Vilma, o espaço aqui é coletivo e todos têm voz para debater ideais. Vocês é que estão de parabéns! Forte abraço.

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  39. 9 de dezembro de 2017 @ 03:11 Hayana

    Acredito que não houve um comentário sobre isso, mas percebi que todas as vezes que a Mulher saia da casa Ele aparecia e não deixava ela sair. Isso me fez lembrar bastante relacionamentos abusivos.

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    • 11 de dezembro de 2017 @ 10:32 Fernando Machado

      Bem abusivo por sinal. O fato dele nunca a ouvir (na real ninguém a ouve). Pode-se ler como a questão de ignorarmos a mãe natureza, mas a leitura de um relacionamento abusivo é super válido. Obrigado por comentar.

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  40. 9 de dezembro de 2017 @ 13:58 Guilherme

    Comecei a assistir, esperando um bom filme como sempre com a atriz do momento. Não aguentei, e caí aqui, para saber do que se tratava. Foi bom a leitura do artigo, pois se decidir assistir todo o filme, não vou ficar na expectativa de assistir algo novo que divirta, some, agregue valor ou algo parecido, mas um filme como tantos outros sobre … sei lá… tormentos?

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    • 28 de dezembro de 2017 @ 03:41 Patrick

      Bom, é uma pena que você não encontre nada onde outros encontraram tanto. Mas com certeza não é um problema do filme.

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    • 18 de Janeiro de 2018 @ 01:50 Blooregard Kazoo

      👍🏼🤣

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  41. 9 de dezembro de 2017 @ 20:14 Letícia

    Gostaria de entender, dentre outros detalhes, porque ela se incomoda com aquele aquecedor no porão aceso. brilhando, por duas vezes ela olha pra ele e ele está aceso e brilhando, logo acontece alguma coisa que tira a atenção dela sobre isso…o sapo/rã também achei meio sem sentido. Quando abel morre o sangue dele mancha e apodrece o chão da casa, depois ele é absorvido e escorre para o porão, estoura a lâmpada e depois escorre, indicando uma porta escondida, onde a mãe se assusta com a aparição de um sapo, e depois ela vê o subterrâneo, algo dentro dele…Essa cena toda pra mim continua um mistério…

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  42. 9 de dezembro de 2017 @ 23:43 Aurélio

    E ainda tem o lance de todos que procuram o criador , o poeeta, comerem uma parte do corpode seu filho, uma clara alusão à comunhão!

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  43. 9 de dezembro de 2017 @ 23:53 XDarkBlade

    Existem severas falhas na análise. Levando pelo lado bíblico: No começo existia Deus e a Terra (ELE e Mother) e tudo era perfeito. Os poemas (processo de criação) acabaram e Deus queria mais, e isso trouxe Adão (Homem) pra casa. Adão n estava bem, então Deus arrancou uma costela (ferimento na cena do banheiro) e criou Eva (Mulher) como companhia. Terra se sentiu incomodada com o efeito que isso teria e então Adão e Eva desobedecem Deus e destroem o cristal (comem a maçã), provocando sua ira. Terra tenta se livrar deles mas eles permanecem a ainda trazem os filhos, Caim e Abel, pra casa (lembrem-se que a Mother e a casa em si são o mesmo personagem, Mother é só a expressão física, o sentimento da Mãe-natureza em si). Caim mata Abel por inveja, gerando a primeira grande ferida na casa, o primeiro pecado, mas só a Terra presencia. Caim foge e Adão e Eva povoam o planeta (casa). As atitudes da humanidade levam ao dilúvio (cano estoura com a queda da pia e molha a casa), a humanidade é extinta (banida da casa). Deus volta a criar (poemas), a Terra sendo sua musa inspiradora. A humanidade volta a casa, povoa todos os cantos da casa, gera brigas, caos, cutucando a ferida até abrir um buraco (pecado). Deus abandona todo mundo, mas volta pra tentar salvar Terra. O messias (filho) nasce, a Terra quer esconder, mas Deus mostra pra humanidade, e a humanidade o destrói, os fanáticos o devoram (religião). eMother se rebla, até mesmo contra Deus, e se destrói, levando todo mundo consigo. Mas o amor de Deus é infinito, e Mother doa seu coração, a casa é reconstruída, num ciclo sem fim de criação e destruição.

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    • 11 de dezembro de 2017 @ 11:15 Fernando Machado

      Leitura perfeita a sua. Mas não entendi onde estão as severas falhas na minha crítica. Se você puder indicar eu agradeceria. Abraço.

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    • 4 de Janeiro de 2018 @ 00:00 Manoel Nunes

      Esse comentário achei conclusivo sobre o filme. Congratulações ao Machado pelo blog e aos amantes da sétima arte pelos comentários, todos interessantes.

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    • 18 de Janeiro de 2018 @ 01:53 Blooregard Kazoo

      🔝👏🏼

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  44. 10 de dezembro de 2017 @ 04:49 Fhellipe Baldacci

    Boa noite! Ou bom dia rsrs..

    Vi o filme e fiquei perdidaço! A ponto de afirmar que havia perdido 2 horas do meu tempo. Mas bastou eu pesquisar no Google e encontrar seu artigo, que me deparei com este enorme acervo de ideias e opiniões! Fantástico ver como cada um tem sua visão, e nenhuma delas significa mais ou menos do que as outras! Li todos os comentários e a única coisa que ainda me indaga, é q questão do pó amarelo! Ainda não me convenço! rs.. Parabéns pelo site Fernando, adorei! Abraços!

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    • 11 de dezembro de 2017 @ 11:17 Fernando Machado

      Hahaha esse pó amarelo é um mistério. Há diversas teorias, mas acabo por não me prendendo muito a elas. É bom manter alguns mistérios do filme para gerar curiosidade de ver de novo.
      Obrigado pelas palavras.

      Abraço.

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      • 11 de dezembro de 2017 @ 22:37 Letícia

        O pó amarelo é láudano, um remédio da era vitoriana que era à base de ópio e açafrão, usada para acalmar e tratar dores. Ela usa o mesmo pó na parede.

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  45. 11 de dezembro de 2017 @ 11:08 Marga

    Adorei os comentários, amplia as percepções pessoais. Chamou atenção também aquela dependência do personagem do Ed Harris ao cigarro e ao álcool, mesmo morrendo segue poluindo a si e ao seu entorno. Sem respeito a casa dela (natureza). Meio óbvio, mas o Homem vai destruindo tudo mesmo sabendo que será seu próprio fim.

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  46. 13 de dezembro de 2017 @ 09:23 João Ribeiro

    – Sobre a alegoria de Jesus Cristo, as pessoas comendo a criança representa a óstia. “O corpo e sangue do Messias”, com o qual todos comungam, porém a humanidade ainda continuou não ouvindo o Evangelho, o que esvazia totalmente esse ato simbólico, pois ainda continuaram destruindo a casa.
    – Percebe-se também o porquê da Mãe não querer sair de casa ou não sair quando invadem a casa dela, além de seu comportamento sempre pacífico, pois ela não pode interferir em nada (enquanto isso eu pensava em vazar desse lugar o momento todo hauhsuahushuah).
    – Sobre o pó amarelo, acho que ninguém prestou atenção na dica “Charles Dickens”. Esse autor sempre se referiu ao enxofre – que é um pó amarelo – nas suas obras.
    Era utilizado extensivamente em crianças e adultos na era vitoriana, principalmente de orfanatos. Não servia pra nada (mas eles pensavam que servia), só pra minar o apetite e dar tonturas e desmaios (porque se comia menos).
    Nas casas, era utilizado como vapores para purificar ambientes doentes. Era tomado por via oral em uma mistura conhecida como “brimstone and treacle” – ou “enxofre e melaço” e ficou mais conhecida pela obra “Nicholas Nickleby”, quando a senhora Squeers colocava melaço com enxofre em uma colher de pau e “enfiava guela abaixo” das crianças no Dotheboys Hall. Em um dos capítulos ela diz: “[…]não pense que a gente gasta absurdos com enxofre e açúcar somente para purificar o sangue desses meninos[…]”; em outro trecho ela diz “[…]eles tomam enxofre com mel porque se não tomarem isso ou outro remédio irão ficar sempre doentes e dar um mundo de problemas; além de que isso acaba com seus apetites, o que nos faz gastar menos com café da manhã e jantar”.
    – Uma outra interpretação que dou para o enxofre, pegando a vibe ambientalista do diretor, é sua ampla utilização atual como fertilizante, na forma de ácido sulfúrico na produção de baterias de automóveis e seus gases sendo importantíssimos para a poluição ambiental. É o segundo composto líquido mais produzido no mundo, perdendo apenas para a água. Sua importância industrial é tão grande que sua produção serve como índice para medir o desenvolvimento dos países. Assim, a era vitoriana e Charles Dickens podem ser uma “ponte” para puxar esses temas (ela vive tomando esse remédio, porém não melhora nada, continuando sentindo tonturas o tempo todo, pois é um de seus efeitos). Além do mais, foi justamente na era vitoriana que a extração de enxofre e produção de ácido sulfúrico começou a aumentar drasticamente.
    – Abaixo selecionei alguns sites pra vocês darem uma olhada caso quiserem algumas fontes:
    http://www.alamy.com/stock-photo-brimstone-and-treacle-day-at-dotheboys-hall-from-charles-dickens-29395282.html (Uma imagem baseada na famosa cena da senhora Squeers no “dia do enxofre e melaço no Dotheboys Hall”)
    http://www.victorianlondon.org/books/nickleby-08.htm (o capítulo do livro “Nicholas Nickelby” que fala sobre o enxofre)
    http://atlanticeurope.com/Elements/Sulphur.html (um site muito bacana que descreve tudo sobre o enxofre)
    https://paginas.fe.up.pt/~projfeup/cd_2012_13/files/REL_Q1Q3_01.PDF (um trabalho de mestrado mostrando o enxofre como importante indicador de desenvolvimento industrial e econômico dos países)

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    • 13 de dezembro de 2017 @ 10:19 Fernando Machado

      Estou digitando com os pés, por que nesse momento estou aplaudindo. Paulo, você trabalha com Literatura?

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  47. 14 de dezembro de 2017 @ 20:19 biaggio

    Adorei muito o filme, mas tenho uma CRITICA bem grande a fazer :
    PORQUE DIABOS, VIROU MODA ENTRE ESSES DIRETORES DE CINEMA DE GRAVAREM AS CENAS TODAS NO ESCURO ???? MAS QUE SACO. A GENTE NÃO ENXERGA NADA. VEJO ISSO ACONTECENDO EM VARIOS FILMES ULTIMAMENTE, PARECE ATE QUE ESTÃO ECONOMIZANDO ALGUNS TROCADOS .
    mais luz por favor nos filmes daqui pra frente né. Não é so porque está noite ou a casa tem pouca luz que precisa deixar tudo escuro. usem tons azuis escuros que fica melhor e dá pra ver o que acontece. PRONTO FALEI !!!!!!

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    • 18 de Janeiro de 2018 @ 01:58 Blooregard Kazoo

      Verdade 👍🏼 My mother têm glaucoma e sempre comenta o quanto os filmes 🎥 estão ESCUROS …. Tadinda 😎 Quase não enxerga 😎

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  48. 16 de dezembro de 2017 @ 20:44 Amilton R Rossi

    Perdi 2hs do meu sabado para assistir a um filme com excelentes atores, porem, com conceitos pobres em sua expressao e pessima história e argumento.
    Vago e extremamente confuso quanto a
    cronologia.
    Se sobesse, não teria assistido.
    Desculpem, mas, é minha opinião.

    Reply

    • 18 de dezembro de 2017 @ 10:18 Fernando Machado

      Tranquilo Amilton, ainda que eu discorde quanto ao conceito pobre e vago, por que deixa de ser subjetivo, os demais pontos são válidos, pois cada um terá uma experiência diferente ao ver o filme. Mas acho que vc não deve se arrepender de tê-lo visto. Mesmo filmes que não no agradam, têm seu valor, afinal, se não tivessem, você e todos nós não estaríamos aqui falando dele.
      Abraço.

      Reply

    • 18 de Janeiro de 2018 @ 01:59 Blooregard Kazoo

      Idem ☝🏼

      Reply

  49. 17 de dezembro de 2017 @ 00:45 Allanferr

    Cara, eu tô muito curioso pra saber o que diabos é aquilo que ela vê quando vai desentupir o vaso?
    Aquilo é muito estranho e solta um negócio tipo sangue.

    Com sua explicação pude enfim ver o filme tranquilo kkkkk.

    Parabéns.

    Reply

  50. 18 de dezembro de 2017 @ 15:26 Markão

    Algumas coisas ainda não ficaram claras, na sua maioria por não terem sido comentadas aqui (sim, eu li todos os comentários acima e adorei cada um deles). Mas logo quando acabamos de ver o filme meu namorado foi direto no IMDB para vê os nomes dos personagens, já que em momento algum eles são tratados por nomes, mas são referenciados apenas por pronomes (Ele, Mãe, Homem, Mulher, Filho mais velho, Filho mais novo…) dando enfase na teoria bíblica. Percebemos também que alguns dos personagens são retratados por seus pecados. O que me chamou atenção é que, “Eva” quebra o cristal, se deixando levar pela tentação, logo em seguida acontece a primeira cena de sexo no filme, justamente entre Adão e Eva, e seguindo diretamente para a chegada dos filhos. o espaço temporal é impressionante, onde a principio faz parecer confuso, mas agora tudo fica mais claro e mais gostoso de se entender. Já quero revê-lo para absorver e buscar mais referências perdidas.
    Parabéns Fernando, seu texto estava perfeitamente escrito e o debate que se levantou ao longo dos outros comentários foi tão prazeroso de ler quanto a sua própria análise/crítica. Ganhou mais um seguidor!

    Reply

    • 18 de dezembro de 2017 @ 15:31 Markão

      PS:
      Obrigado, sobretudo por não resumir o filme em uma única expressão como tantos outros o fizeram.

      Reply

      • 18 de dezembro de 2017 @ 19:03 Fernando Machado

        Valew Markão… texto vazio não tem lugar aqui kkkk obrigado pelo reconhecimento. Abraço!

        Reply

  51. 18 de dezembro de 2017 @ 20:27 Danilo

    Eu achei o filme extremamente confuso e também fiquei com a sensação de ter perdido 2 horas da minha vida. Não satisfeito fui atras de explicação que eu não pude concluir sozinho. Caí aqui e depois de ler TODOS os comentários… QUE FILMAÇO!!!!
    Me abriu total os olhos e pude entender muito mais do filme! Obrigado a todos!

    Agora tem outro ponto que ninguém comentou ainda… Em um determinado momento, a Mãe cita que vai fazer determinada coisa e diz que é antes do apocalipse, ou algo assim… Alguém mais lembra disso?

    E qual é o significado do sapo e daquela mosca????

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    • 29 de dezembro de 2017 @ 16:19 Diogo rafael

      o que dar a entender sobre o zorra em que todos fizera na casa,as visitas do “velório”.
      sobre a mosca eu nao consegui compreender

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      • 3 de Janeiro de 2018 @ 22:32 Jonathan

        Cara! essa cena, e a cena do sapo saindo do tanque no porão!
        Realmente não entendi, e ainda to procurando o que ela quer dizer!

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  52. 19 de dezembro de 2017 @ 03:12 Márcio

    Não pude ler todos os comentários para saber se o que me veio à mente acerca do líquido amarelo também veio a outras mentes.
    Penso que a mãe natureza pintava de tintas suas paredes brancas, e sentiu bem-estar com o amarelo em vários momentos. Achei a teoria do sol bastante viável, exatamente pelos sóis bíblicos que profetizam a chegada do grande sol, do deus-sol. A mãe, quando engravida de Jesus, para de tomar o líquido porque não precisa mais dele para afagar as dores do mundo. O filho fará isso de forma plena.

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  53. 19 de dezembro de 2017 @ 04:12 Matheus

    Uma coisa que eu percebi também, foi que quando a Mãe estava dando a luz, enquanto todos a ignoravam, uma mulher tentou a ajudar, se mostrou estar do mesmo lado que ela, o que remete aos verdadeiros fiéis a Deus, que mesmo enquanto todos insistem em não enxergar e não dar o valor merecido, existem aqueles que se importam e acreditam. Parabéns Fernando, pela sua incrível crítica. Li várias em vários sites, e nenhuma foi tão rica quanto essa. Parabéns também pelo espaço, os comentários e a forma como você conduz tudo aqui é muito agradável. Obrigado, obrigado y obrigado!

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  54. 21 de dezembro de 2017 @ 00:09 Tassiana

    Eu gostei do filme mas não tinha entendido muitas coisas até procurar aqui, concordo com um dos comentários acima sobre a referência ao anticristo no Apocalipse na cena em q as pessoas são marcadas pelo cara em nome de Deus, pq na cena ele diz mais ou menos “façam suas minhas palavras” ele se passa pelo bem, “adorando a Deus” com fotos na parede, mas realiza o mal (me fez lembrar Lúcifer), matando juntamente com os outros o bb (Jesus)….

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  55. 26 de dezembro de 2017 @ 01:25 Davi Vilela

    Finalmente assisti Mãe! E que filme!!!!

    Concordo com tudo que disse e toda explicação. Eu só fui realmente ver que Bardem era Deus quando ele fala de perdoar as pessoas. Até achei que ele era Jesus, mas com o nascimento e morte do filho percebi ele era Deus. Mas no decorrer do filme percebi que os filhos eram Caim e Abel no momento que começam a brigar. Tive certeza com a morte de um deles e com o Estigma de Caim no assassino. Na hora que Barden fala de ouvir ele clamando ficou ainda mais claro pra mim. Mas uma coisa que não sei se não percebeu ou não citou é que inclusive temos um dilúvio no filme. Quando a pia quebra e ela expulsa todos , inclusive quando vemos Barden voltar pra dentro de casa pode se notar que está chovendo. Ou seja a casa/terra foi limpa graças ao estouro do encanamento e naquele momento chovia logo o dilúvio dos dias de Noé.

    Novamente Que Filme!!!!!!

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  56. 26 de dezembro de 2017 @ 01:53 Maria Carolina de Araújo

    Obrigada pela crítica! Preciso assistir o filme de novo. Jamais pensaria sobre o ponto de vista bíblico. Sensacional!

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  57. 26 de dezembro de 2017 @ 07:46 Fabiano Menegidio

    Existe também a cena em que ela derruba o isqueiro do “médico/Adão”. O simbolo dele (e aparentemente, se lembro bem, também na bolsa do personagem) representa as Leis da Natureza. Não entendi o motivo dessa representação dele ser jogado fora, mas essas mesmas Leis é o que gera o ato final do filme, com o grande incêndio.

    Quando ela o jogo atrás da mesa, tem a segunda crise do filme (a primeira quando o “médico/Adão” chega na residência e ela derruba a xicará). Nessa cena ela vê uma parte do chão com fuligem.

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    • 26 de dezembro de 2017 @ 08:30 Fabiano Menegidio

      O “médico/Adão” também fala para a esposa que “arrumou um terceiro filho”, depois que volta do passei com Ele.

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  58. 27 de dezembro de 2017 @ 19:14 Ale

    Que maravilha isso tudo! Um filme que está longe de ser unanimidade, mas que jamais passaria despercebido. Acho que a alusão bíblica é só o início de um pensamento mais profundo, ele não quis contar a história da bíblia simplesmente, acho que a humanidade é o importante da coisa toda. Esqueçam o lado místico e percebam como nos comportamos individual e coletivamente em situações extremas. O pequenos desconfortos que toleramos e que se tornam insuportáveis e que nos faz sentirmos culpados por perder o controle da situação. O ídolo, as manifestações de afeto e descontrole em relação a ele, o abandono. A natureza sendo manipulada e destruída até gerar catástrofes naturais como forma de “reset”. A violência. Nesse plano somos abençoados e/ou amaldiçoados a ser humanos, e isso é muita coisa. Ótimas criticas!

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  59. 29 de dezembro de 2017 @ 04:30 Pedro

    Uma cena que me fez sacar a associação com a igreja foi justamente depois da confusão final na casa, e os comportamentos ficaram muito parecidos com os comportamentos de fanáticos religiosos, roubando partes da casa, e agindo como peregrinos.
    Foi o momento que eu saquei a associação com algo cristão, mas não tinha sacado outros elementos.

    Ai momentos depois aparece a cena do bebe sendo morto e depois o pessoal está comendo a carne do bebê, como num ritual, e tem um cara de preto, que acho que parece como um padre ou celebrante, sei lá, só sei que nessa hora eu associei muito a ideia da missa, como um ritual onde se come do corpo e do sangue do filho do Criador.

    Depois dai eu fiquei bitolado achando que tava viajando kkkk
    Amei sua resenha, fiquei muito satisfeito com a forma como você apresentou tudo.

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  60. 29 de dezembro de 2017 @ 16:08 Diogo rafael

    e sobre aquela “coisa” que entope o vaso e sangra quando ela o ver???

    Reply

  61. 29 de dezembro de 2017 @ 16:16 Diogo rafael

    quando vi esse filme pareceu cim meus e os sonhos de todo mundo,onde vc da uma piscada e tudo se torna diferente e fora do comun,uma ideia totalmente doida,angustiante e interessante.
    mas em si é um filme a ser apreciado e de nao facil entendimento.
    gostei muito!

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  62. 31 de dezembro de 2017 @ 04:28 Gustavo

    Deus é o diabo

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  63. 31 de dezembro de 2017 @ 15:04 Vanessa

    Duas dúvidas,
    O que são as roupas lavadas logo no início? E a limonada que elas tomam?

    Reply

  64. 31 de dezembro de 2017 @ 20:44 Marrcello Castellani

    Um dos piores filmes que assisti nos últimos anos. Bizarro, incoerente, alucinado. O diretor tomou muito ácido para fazer esse bizonho filme.

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  65. 1 de Janeiro de 2018 @ 21:21 Gabriela

    Eu gostaria de entender o que a mulher da editora representa no filme

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    • 3 de Janeiro de 2018 @ 11:11 Fernando Machado

      Todos os lideres religiosos que disseminam a discórdia por meio de um fanatismo descontrolado.

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  66. 4 de Janeiro de 2018 @ 00:09 Manoel Nunes

    Material instigante e didático para um filme perturbador. Cumprimento a todos, e ao Machado em especial. Vejo que o diretor usou de forte licença poética para tecer as analogias com os escritos bíblicos. Não há como ignorar que o filme traz emoções e nos conduz a refletir sobre o que estamos a fazer deste planeta em que vivemos. Abraços.

    Reply

    • 4 de Janeiro de 2018 @ 10:23 Fernando Machado

      Muito obrigado Manoel. É um prazer tê-lo aqui no site. Seja bem-vindo!

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  67. 6 de Janeiro de 2018 @ 18:57 Gabriel S

    PERFEITA INTERPRETAÇÃO!

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  68. 11 de Janeiro de 2018 @ 04:09 Gabriela

    Eu simplesmente estou grata por ter tido a oportunidade de me enriquecer com o debate apenas pelo fato de curiosa após ver o filme querer compreender seu fundamento. Percepção e aceitação, a interpretação vem da vivência de cada com o todo e apartir dele transferir ao filme sua compreensão e similaridade. Voltarei a visitar a página.

    Reply

  69. 11 de Janeiro de 2018 @ 04:15 Gabriela

    Um comentário talvez equivocado mas que me surgiu, me recordo do final da carnificina, o ‘cerimonialista’ se assim posso dizer, ter repetido a frase que ELE utilizou no seu primeiro ‘ensinamento’ (na morte do filho casal) aludindo aos fiéis fanáticos que utilizam da palavra para justificar seus atos, referência as guerras santas.

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  70. 11 de Janeiro de 2018 @ 04:30 Gabriela

    Seria a fornalha e o óleo que escorre ao final da cena, a exploração de petróleo e carvão após a primeira morte por ganância? Por estarem escondidos, dentro da casa, núcleo da terra e este sempre voltar a ferir a casa e ser o responsável pela sua destruição?

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    • 15 de Janeiro de 2018 @ 08:00 Sara

      Eu acho que o líquido amarelo representa a lei, uma forma de “purificar” a terra, mas cm a concepção de Jesus a lei é substituída pela graça, por isso ela joga a “lei” fora…

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  71. 15 de Janeiro de 2018 @ 17:17 Silvinha

    Vi ontem o filme. Na hora não gostei. metade não entendi. Depois ficou óbvio. Li aqui os comentários e muita coisa se explicou. Mas não tira o caráter pretensioso do filme em querer virar cult. Não é um grande filme. Acho que o diretor acertou mais nos outros filmes anteriores. A protagonista carrega o filme nas costas mas a camera exagera no seu rostinho bonito. Valeu ler esse blog Parabéns

    Reply

  72. 16 de Janeiro de 2018 @ 05:02 Patricia

    Acabei de ver esse filme no avião e não tinha entendido nada ! Não tinha ouvido falar do filme nem nada e escolhi pelos atores… Fernando vc me salvou, quero até ver de novo!!! Menino, não te
    Conhecia, além de escrever muito bem tem um super raciocínio lógico e consegue ser completo mas bem objetivo 😉 thks

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  73. 16 de Janeiro de 2018 @ 14:22 FERNANDO

    eu fui pelo elenco e quebrei a cara, perdi meu sono….

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  74. 16 de Janeiro de 2018 @ 21:55 Rodolfo Tricta Pavan

    Fernando

    Parabéns pelo contexto, por mais cinéfilo que seja, fica difícil entender o filme com muitos detalhes a ser formatados e ligados.

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  75. 18 de Janeiro de 2018 @ 01:45 Blooregard Kazoo

    Gentemmm…. DETESTEI este FILME 🎥
    ATUALIZAÇÃO DE JENNIFER LAWRENCE,ED e a magnífica MICHELLE
    SHOW 🔝
    Toda elaboração do filme “PI,Noé,Fonte da Vida etc… ok 😉 Mas o FILME => mãe … NÃO GOSTEI 🙄

    Reply

  76. 23 de Janeiro de 2018 @ 04:37 Julia

    Obrigada pela crítica. Foi uma luz. Hahahaha. Confesso que quando o filme acabou eu nao tinha entendido nada. Tava começando a acreditar que era só um filme sem sentido mesmo, mas depois de ler isso… Tudo faz sentido agora! Que hino de filme.

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    • 23 de Janeiro de 2018 @ 10:10 Fernando Machado

      Que bom que gostou do filme e da crítica também. Espero que continue acompanhando o site e o canal o YouTube também. Grande abraço.

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  77. 25 de Janeiro de 2018 @ 11:02 Guilherme Blanco

    Nossa, que filme ruim. Eu devia ter assistido o filme do Pelé.

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  78. 26 de Janeiro de 2018 @ 00:15 Débora

    Olá, moço!
    AMEI a sua resenha, muito bem desenvolvida e escrita. Confesso que na primeira meia hora após ter chegado aos créditos, eu só me perguntava que c******* eu tinha acabado de assistir. Hahaha.

    Eu fiquei intrigada com a questão do líquido amarelo, também, mas tenho uma teoria (não sei se vai concordar): acho que o líquido amarelo é a “essência da vida”. E acho que existem boas dicas disso, por exemplo: o cristal com o líquido armazenado lá dentro, que também é um símbolo para o Fruto Proibido que, por sua vez, é a representação do Conhecimento (“do bem e do mal”). A personagem da Jennifer Lawrence o toma sempre que tem seus mal-estares (e durante seus-mal-estares ela costuma ter “visões” da casa “danificada” ou “doente”, sempre que há uma desestabilização na harmonia de seu lar – o que por si só já remete a ser algum “repositor vital”, como as “vidas” nos vídeo-games hahaha. Além disso, ela também joga o vidrinho fora quando descobre estar grávida, e eu tenho duas hipóteses para significados disso: o primeiro é de que o líquido funcionava também como uma espécie de “remédio contra a infertilidade”. Eu assisti o filme 100% às cegas, então não foi até bem o final que eu deixei de parar de tentar entender o que o filme aparentava ser, e partir pras possibilidades alegóricas do enredo, então, inicialmente eu tive até impressão de que a personalidade da Jennifer era uma mulher que tinha dificuldades para engravidar por estar doente ou o algo assim (e isso se acentuou muito naquele diálogo entre a Mulher e a Mãe, quando a Pffeifer a encoraja a engravidar). O segundo, é o de que aquele remédio sendo uma “essência da vida”, quando ela engravidou, passou a ser “desnecessário”, como se ela já carregasse agora a essência da vida em seu ventre, com a criança.
    Isso também parece ser insinuado pela forma como a “energia” da casa começa a mudar gradualmente após o cristal ser quebrado, e a sala, trancada, ocorrendo uma deterioração que pode ser vista nos “machucados” casa afora.
    Também dá pra pensar em alguma metáfora acerca da criança, que ela seria uma espécie de essência da vida encarnada – um híbrido entre a Natureza e a Arte, levando em conta seus pais: o poeta e a Mãe-Natureza.

    Mas pode ser que eu esteja apenas viajando hahaha.
    Enfim, escrevo demais hahaha
    Até!

    Reply

    • 26 de Janeiro de 2018 @ 00:28 Débora

      AH!

      E, como não poderia falta, uma problemática que achei no filme (embora possa ser justamente uma crítica, né): nós temos duas representações femininas importantes no filme que parece remeter à estereótipos da mulher na sociedade. Uma é a mãe, a dona de casa dedicada, submissa, “natural” e sensual de uma maneira bastante virginal, também observada no recato de suas vestimentas. A outra, é a “mulher” do homem: tagarela, sem etiqueta, vulgar (tanto nos modos quanto parece ter intentado passar o figurino e aquela cena da lavanderia), ruidosa, afetada, intriguenta, hahaha. As duas representam dois arquétipos de mulher sempre frequente na visão cristã-religiosa: a mulher valorosa e a “meretriz” = uma, doce e delicada, dedicada aos filhos; a outra, relaxada, não cuida do marido, “o afunda”, etc.

      Mas é claro que as personalidades tão opostas delas não lhes causaram bem, e podemos talvez sugerir que o diretor tenha insinuado que ambas estão em extremos do comportamento e isso foi o que as afundou. Afinal, a passividade da “mãe” no decorrer dos eventos e das decisões do marido, as quais ela, embora contrariada, aceita sem quase nem um “a”, são fundamentais para o desenrolar da tragédia final.

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  79. 26 de Janeiro de 2018 @ 01:33 Artanis

    Quanto ao pó, o significado dele me parece estar ligado ao sacrifício que se fazia no antigo testamento para purificar o pecado. Um cordeiro morria no lugar dos homens para que fossem perdoados. Isso funciona como a droga que a mãe tomava para ficar bem.

    Quando ficou grávida ela jogou fora o remédio simbolizando que após a vinda de Jesus o sacrifício não era mais necessário pois ele haveria de morrer para pagar pelo pecado dos demais.

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  80. 27 de Janeiro de 2018 @ 22:26 Frederico Nery

    Eu também não percebi nada do filme, a certa altura eu achei que ela era obcecada com o poeta e estava na casa queimada na infância do poeta e tudo o que estava a acontecer era na cabeça dela e quando todas aquelas personagens (guerras, refugiados, presos) apareceram, achei que ela estava a delirar e eram todos personagens de histórias dele…confesso que não percebi o filme…mas após ler esta crítica já consigo ver tudo e enquadrar no seu devido contexto. Valeu pelo esclarecimento e ajuda!

    Reply

  81. 29 de Janeiro de 2018 @ 02:35 Romulo Leao

    Podemos observar diversas outras coisas no filme:

    A humanidade idolatra Deus mas acaba matando seu filho. E após o arrependimento, idolatram novamente se alimentando do “corpo e sangue de cristo”. Nao sacaram essa? Foi pesada, mas foi obvia.

    A gente pode perceber diversas outras referencias a eventos recentes como às duas guerras mundiais (inclusive tem momentos onde se observa trincheiras).

    Estou tao abismado que nem consigo escrever tudo. Depois volto aqui com mais clareza e escrevo os pontos que mais me chamaram a atencao!

    Reply


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